sábado, 9 de julho de 2011

Torcedor do Vitória entrando de carrinho. E sem falta.


Um "fique esperto" nos donos do microfone


Ontem o Vitória goleou o Bragantino por 4x1 em Salvador e entrou (pelo menos por enquanto) no grupo dos 4 primeiros da série B. Eu não tive condições de assistir ao jogo mas, a caminho de um compromisso à noite, liguei o rádio no intervalo e o Vitória ja vencia por 2x1. Um repórter de campo estava com um torcedor do Vitória, para que ele participasse da transmissão.

Ao ser questionado se estava gostando do time, o torcedor respondeu que sim, que o Vitória jogava bem e que estava confiante, etc. Até que completou a análise como um golaço aos 45 do segundo tempo. Ele disse algo assim:

..."inclusive, gostaria de pedir a vocês, da rádio "tal", pra aliviarem um pouco na forma pejorativa como criticam o Nino Paraíba. Sabemos que ele não é o mesmo do ano passado ainda, mas hoje ele já está um pouco melhor e o jeito como vocês criticam ele o prejudica e ajuda a inflamar a torcida contra ele.."

Alguém da rádio interrompeu dizendo que não havia acontecido isso. Outra pessoa da mesma rádio interrompeu o que interrompeu primeiro e disse que houve essa crítica sim. Constrangimento rapidamente interrompido por um comentarista para falar de uma ação social..

O que me chamou a atenção nesse evento é que finalmente o torcedor baiano começa a ter noção e senso crítico próprio. Lógico que esse torcedor de ontem ainda faz parte de uma minoria, mas uma minoria que vem crescendo.

Narradores, repórteres e comentaristas (falo de forma geral) precisam ter mais responsabilidade na hora de entrar em ação. São muitas pessoas dando credibilidade ao que eles dizem. O que não dão a eles o direito de tratar suas análises como verdades absolutas, muito menos deixar sua preferência ou antipatia por esse ou aquele jogador superar a coerência. E confesso que não liguei o rádio para ouvir o jogo, só para me informar sobre seu placar. Afinal, eu sou daqueles que já não consegue dar mais tanta credibilidade ao que é dito pelas ondas da rádio esportiva baiana. Sei que existem profissionais nesse meio que têm qualidade, valores que dão preferência à informação correta. Valores que não confundem Makelelê do Chelsea com Makelelê do Santo André, por exemplo. Que não falam "esse tal de Rooney" ao transmitir uma Copa do Mundo. Espero o momento de ver (e principalmente ouvir) esse bons profissionais como referência. Para isso precisamos de mais torcedores como esse do Vitória, que entrou duro, de carrinho, mas limpo e na bola. Segue o jogo.

Abraço!!

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