segunda-feira, 11 de julho de 2011

Rebaixamento disfarçado de competitividade


Todo mundo rindo. E o Bahia vai caindo na tabela. (foto: Antônio Alvim)

BAHIA 1 x 1 BOTAFOGO
9ªrodada Brasileirão.

A ingratidão continua. Mais uma vez a torcida do Bahia encheu Pituaçu e saiu frustrada. E dessa vez com requintes de crueldade (grande Milton Leite). O Bahia foi horroroso!! O futebol do primeiro tempo não iria conseguir furar defesa de time de 5ª divisão, o do segundo serviria no máximo para agredir (no bom sentido) um time de 3ª, mais pela vontade e disposição. Fato é que, efetivamente, o Bahia não jogou nada. E empatou de novo. Empate é o rebaixamento disfarçado de competitividade, aviso aos navegantes. Não adianta só ter perdido 3 partidas, assim como o São Paulo, por exemplo, mas não ganhar também mais que 2, como o Atlético-GO que está na zona do rebaixamento (análise precisa feita por Marcos Carneiro no BBMP).

O Botafogo foi até melhor do que eu esperava. Com um atacante enfiado (lá ele), Herrera, Maicossuel e Elkesson se aproximando pelos lados e apertando a saída de bola do Bahia, o Glorioso sufocou e pareceu jogar em casa. Criou boas chances com Herrera (uma delas na trave) e também com Elkesson (Aliás, que cobrança fantástica de falta. Ele foi muito preciso.) Mas também se aproveitou de um Bahia opaco, sem vida. Ricardinho continua muito lento e dessa vez, com Marcos sem conseguir render nada pela esquerda e Jancarlos amarrado na direita, ele ficou sem muitas opções. Não foi além de forçar bolas em Lulinha e Júnior, mesmo assim, o meia cerebral do Bahia não foi preciso. 1x0 pro Botafogo foi justo e até pouco (mesmo que a falta que tenha originado o gol não tenha acontecido).

No segundo tempo, Gabriel e Maranhão deram nova dinâmica ao Bahia mas o futebol, a rigor, continuou muito fraco. É muito sassarico e pouca produtividade. Assim como contra o Corinthians, o Bahia não conseguiu criar chances claras de gol. O empate na cabeçada de Fahel foi uma bênção de Irmã Dulce ou arte de Nossa Senhora Tricolina.

Só para notar a fragilidade do Bahia, assim que o Botafogo tomou o empate saiu para o jogo e voltou a criar oportunidades. Em uma delas, Irmã Dulce, Nossa Senhora Tricolina, junto com Marcone, Lomba e Titi evitaram o segundo gol do alvinegro carioca. E o Bahia, se não fosse um lance interessante de Gabriel na esquerda, chutando na rede por fora, não teria criado mais nada.

Vamos a alguns destaques:

Ricardinho está sofrendo da mesma falta de intensidade que barrou Tressor Moreno no Bahia. Espero que René tenha notado isso, pois ele já mostrou estar sem condições de jogar como titular. Lento estou eu no trânsito. Ricardinho está outra coisa.

As laterais são uma grande preocupação mesmo. Sem Avine, nesse joga não joga, não há substituto na esquerda e para a direita, Jancarlos amarrado, Marcos brincando de montanha russa e Gabriel tendo que ser atacante, lateral e esperança ao mesmo tempo, o Bahia mostra que precisa contratar ainda sim. Se o elenco fechado for realmente esse, oremos!

Quero destacar positivamente os zagueiros do Bahia: Titi é pura determinação e Paulo MIranda um monstro em colocação e antecipação. Menções honrosas a Marcone, Diones e Fahel também. Se viraram pra armar o jogo e defender, sendo que armar o jogo não é função prioritária deles.

Júnior e Lulinha me decepcionaram. Junior pela falta de objetividade, parece que Souza anda conversando no pé do ouvido dele: "pra quê chutar loirinho?!!!" - Apesar da movimentação e vontade, deixou a desejar, junto com a produção ofensiva da equipe.
Lulinha fez a jogada que gerou o escanteio para o gol de empate e...nada mais. Muita vontade e pouca inspiração.

Maranhão me proporcionou um dos lances mais bisonhos que já presenciei nos estádios. Digno de piada. Lamento muito sua contusão, pois ele tinha melhorado a dinâmica do time quando entrou. Rafael, de novo, me parece menino vestindo roupa de homem.
Gabriel deu muita movimentação ao Bahia no segundo tempo também, mas não pode ser o alvo de toda esperança tricolor, pois é muito novo.

René me surpreende ao esconder João Neto do time. Ele deve estar treinando muito mal mesmo...só posso imaginar isso...

O Bahia atestou sua dependência de Carlos Alberto. Só ganhou as duas que ele jogou. Jóbson e Ávine também fizeram falta, mas sem um meia de força na criação, acho que não iriam melhorar muito o quadro visto.

Curiosidades:

O Bahia já tomou gol de Egídio, Neto Berola e Elkesson. Faltou pouco pra tomar de Fábio Ferreira. É algum tipo de gentileza com ex- jogadores do Vitória?

O resultado foi péssimo para o Bahia, afinal, repito, empate é rebaixamento disfarçado de competitividade. Porém, se analisarmos o futebol apresentado, esse ponto foi ganho.
Próximo jogo é o Cruzeiro em Minas Gerais. Como torcedor, assumo: #tenso!

Abraço!

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