
O Cruzeiro do passado pra mim é revista nacional lançada na década de 20.
CRUZEIRO x BAHIA
10ª rodada Brasileirão
O Cruzeiro é um time que sempre criou dificuldades para o Bahia. Na verdade é o time que mais bate no Bahia. Se torcedor do Cruzeiro quiser fazer gozação com torcedor do Bahia pode ser acusado de bullying, tamanha a freguesia. Mas o "Data Porra" do Blog BBMP, Marcos Carneiro, apontou alguns números interessantes em seu "tuíter" desde a semana passada. O grande trunfo do Cruzeiro contra o Bahia sempre foi o Mineirão. E, incrivelmente, fora dele, o Bahia leva vantagem em cima dos mineiros. Mesmo com aquele fatídico 0x7 de 2003. E por falar em 0x7, pra quem curte um misticismo, esse maldito jogo de 4 penâltis e rebaixamento iniciou o pior período da história do Bahia. Foram 7 anos fora da elite, com direito a um 7x2 do Ferroviário -CE, na série C de 2006. E tem mais, o jogo de estreia na Série A desse ano foi no estádio de Sete Lagoas, em Minas (contra o América-MG). E hoje, 17/07, em Sete Lagoas, o Bahia enfrenta o time que "oficializou" o início do inferno. Nussa!! Mas o que isso quer dizer? Pra mim, nada, encaro como curiosidade.
Apesar de achar ainda o jogo muito difícil para o Bahia, já vejo mais equilíbrio do que no início da semana passada. Muito dessa melhor expectativa veio de notícias mineiras durante a semana: Victorino, zagueiraço da seleção uruguaia, continua na Copa América. Gil, bom zagueiro, está suspenso. Thiago Ribeiro, que pra mim sempre foi a flecha desse time, está fora por contusão. E Henrique, belo volante, que marca forte, passa e chuta bem, foi vendido ao Santos e também não joga. Sem esses caras, o Cruzeiro me parece um apenas bom time, dependente de um cara: Montillo
Ele é o arco (e também flecha). Apesar de bem óbvia constatação, devemos ter noção da participação dele nas vitórias da Raposa. Nessa reação do Cruzeiro na competição, (após a chegada de Joel), o baixinho foi fundamental. Na estreia do novo técnico, 2x1 no Coritiba com atuação decisiva. Na vitória elástica contra o Vasco (3x0) no Rio, Montillo quase levou a estátua de Romário, em São Januário, pra casa. Contra o Grêmio marcou dois golaços e decidiu também. Na derrota contra o São Paulo, enquanto jogou livre, pelo lado direito do seu ataque, criou, com Walysson, grandes problemas para a zaga são paulina. Só não pode ganhar jogo sozinho.
Me preocupa o time ser treinado por Joel Santana. Apesar de ainda achar que ele não faz muito o estilo que acostumou os cruzeirenses, de jogar sempre atacando, com técnica e velocidade, conforme as equipes de Dorival Junior, Adilson Batista e Cuca, o Papai Joel é um belo estrategista e motivador. Sabe ganhar 3 pontos, não podemos discutir.
O Bahia também apresentou notícias que melhoram as expectativas: Volta a ter Carlos Alberto, Ávine e Jóbson juntos, com uma escalação próxima daquela que venceu os únicos dois jogos do tricolor até aqui. Não entra como favorito, outro bom presságio. Fahel (número 7 hein?!!!) deve ser o responsável pela marcação em cima de Montillo e isso é bom, pois Fahel tem suas limitações mas é bem concentrado em campo. É interessante também a presença (mesmo que forçada) de Helder para esse jogo. Ele marca bem pelo lado esquerdo (apesar do péssimo futebol jogado esse ano), cobre bem Ávine e pode ajudar muito no lado que o Cruzeiro costuma forçar a barra quando ataca.
Quanto ao passado, às goleadas, freguesia, nada disso entra em campo. O Cruzeiro do passado pode ser o Titanic, pode ser uma revista famosa lançada na década de 20, pode ser também uma moeda nacional fora de circulação. Hoje lembro de todos os Cruzeiros do passado, menos daquele que descia o sarrafo no tricolor. O Cruzeiro do passado não joga hoje, o Bahia tem que reconhecer suas dificuldades e as qualidades do adversário, mas não precisa temer. Até porque nem no Mineirão o jogo é. Vou levar otimismo no palpite e vou de Cruzeiro 0x1 Bahia. Abraço.

Cruzeiro do passado pode ser também moeda fora de circulação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário