
Neymar para a posteridade. (foto fantástica: espn.com.br)
SANTOS 2 x 1 PEÑAROL
Final da Libertadores, 2º jogo.
Torci muito pelo Santos. E não foi só nesse jogo. Desde o início da Libertadores eu tinha vontade de ver Neymar e Ganso levantarem essa taça e provarem que não precisam provar mais nada para ninguém. Gostaria de ver também um time que investiu na permanência de seus craques sair vitorioso e ser recompensado. E o mais interessante é que o Santos realmente se planejou para essa conquista, mas viu ela acontecer de um jeito diferente do imaginado. Adilson Batista foi contratado com antecedência, ainda em 2010. Teve tempo suficiente para armar uma equipe mais forte, ainda mais com Jonatan na lateral direita e Keirrison no ataque. Danilo e Adriano eram jogadores que se candidatavam a bons coadjuvantes. E Muricy era rival nessa briga (que ressaca pro torcedor do Fluminense hein?).
Jonatan não rendeu o esperado, Keirrison decepcionou e Adilson Batista quase encerrou o caminho santista na primeira fase. Muricy chegou e deu cara de time ao Santos. Adriano, Danilo, Alex Sandro e Alan Patrick foram gratas surpresas em campo, principalmente os dois primeiros. Adriano foi um monstro nas duas finais marcando Martinuccio e Danilo fez o gol do título, além de tomar conta da lateral direita com autoridade. Agora, o mais importante: Neymar e Ganso corresponderam. Ganso ainda brigando contra especulações, diretoria e contusões, foi mais discreto, mas decidiu como contra o América-MEX na Vila. E Neymar foi o cara. Decisão é com ele. Gols nas finais do Paulista 2010, Copa do Brasil 2010, Paulista 2011 e Libertadores 2011. Gol nas semifinais. Gol nas quartas de final, gol, gol. Ele tem 19 anos e já entra de vez para história do Santos. Sabe jogar bola, joga bem regurlamente, decide nos momentos cruciais e tem estrela, já é um campeão por hábito. Em cima desses critérios, conseguimos diferenciar um grande jogador de um craque. Neymar é craque. Se afirmou assim.
Outras afirmações da noite:
O Peñarol não tem um bom ataque e eu já tinha falado disso no post anterior sobre a decisão. Se não fosse a infelicidade de Durval, seria um final tranquilo.
O Peñarol participou de mais uma pancadaria em sua história. Se afirmou como um time que não sabe perder. E se não sabe perder, não merece ganhar. (Não falo só da briga ao final. O Peñarol desceu o sarrafo nos jogadores santistas ainda durante o jogo)
Cléber Machado, da Globo, é um mito: Gritou gol quando não foi e ainda me saiu com essa pérola: "Não foi gol? O Caio me avisou que não foi gol...." ( Caio precisou avisar a ele????) E ainda teve outra: Todo mundo no universo conhece a taça de campeão da Libertadores né? Menos ele. Viu Dracena levantando uma taça de prêmio secundário e foi logo se antecipando: " E aí, Edu Dracena levanta a Taça Libertadores..." Terá sido emoção??
Muricy é vencedor. O time pode jogar feio, pode passar sufoco, que seja. Torcedor quer vencer, ser campeão e Muricy sabe ser. Emplacou um título inédito e de grande relevância em sua carreira. Saiu do Fluminense cuspindo fogo e foi ser campeão pelo Santos. O Fluminense que ainda não se acertou desde a saída dele.
Zé Love deve tá pagando alguma promessa ou algum pecado. Mas acho injusto ficarem tripudiando dele, até porque ele se movimenta e briga muito lá na frente. Está finalizando de forma horrorosa mas acho que ele foi fundamental para o espírito Libertadores da coisa. Merece os parabéns também.
E só pra terminar as afirmações, eu to ficando bom de palpite. Marquei vitoria simples do Santos com gol de Neymar. Tô quase lá. Parabéns ao Santos e aos seus torcedores. Abraço!
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