segunda-feira, 27 de junho de 2011

Entre São João e São Pedro tem São Lomba.


Clima de São Lomba na Arena: Marcone solta bomba e sorri. Atlético dança sozinho.

ATLÉTICO-PR 0x2 BAHIA
6ª rodada Brasileirão.


Caros, durante o São João é mais complicado acompanhar o futebol, mas como sou "fominha", fiz meus esforços. No sábado, assisti o jogo entre Atlético-PR e Bahia, que conseguiu um excelente resultado, vencendo a primeira partida de sua história na Arena da Baixada.

O Bahia de novo se mostrou um time mais seguro, é fato. Está mais compactado com três volantes e não tomou gol na sua "turnê" RJ-PR. Tudo isso é bacana, mas ainda assim a defesa voltou a vacilar, fazendo de Marcelo Lomba um jogador fundamental para o resultado. Foram muitas defesas e quando um goleiro é destaque do time, algo está errado. Um triunfo não pode mascarar esse detalhe. E outra: assim como no primeiro gol do Grêmio, no estádio Olímpico, o Bahia mais uma vez marcou com muitos jogadores do lado esquerdo e deixou o direito, nas costas de Jancarlos (na época, Gabriel) livre. Madson não aproveitou dessa vez, como Viçosa fez pelo tricolor gaúcho. Um lance crucial que poderia mudar tudo. Enfim, é aquela coisa né? SE minha mãe tivesse bigode, eu teria dois pais. Mas vale chamar a atenção. E viva a São Lomba, que fez a defesa num lance que é comum a bola passar entre as pernas do goleiro, até pelo movimento de caminhar de lado. Defesaça, entre outras excelentes participações, transmitindo segurança. (Mas goleiro não se elogia, bate na madeira quando ler isso).


A parte que agrada é que o Bahia mostrou poder de fogo. E isso é que torna um time forte, isso é que dá confiança. Uma equipe pode jogar de forma defensiva, pode jogar com 30 mil zagueiros que for, mas se tem poder de agredir (no bom sentido), a qualquer momento o adversário, essa é uma equipe forte. Sem querer fazer comparações precipitadas e sem fundamento, mas o São Paulo, campeão de 2008, tinha muito presente essa característica. Se defendia demais, mas sabia agredir de forma letal o adversário quando tinha oportunidade. O Bahia mostrou algo parecido com isso no jogo da Arena e já havia mostrado contra o Flu. Joga mais plantado, chega a tomar sufoco em alguns momentos, mas também ataca, cria chances e mostra que sabe que pode vencer. Mostrou isso para os jogadores do Atlético, que já vinham com a confiança abalada. Outro ponto positivo é que, jogando assim, o Bahia começa a resgatar sua grandeza, o peso de sua camisa. A torcida vem junto e a coisa embala. Contra o Corinthians promete.

Alguns destaques:

Júnior dá outra vida ao ataque e ainda ajuda muito no combate, já na saída de bola. Inclusive, em um lance que Avine estava fora de campo, no primeiro tempo, vi Júnior ir cobrir a lateral esquerda com muito vigor. Ele não fez um gol ainda no Bahia, Souza já fez alguns. Você tem saudade de Souza? Eu também não!

Lulinha, sempre dá vida nova ao time, com movimentação e muita objetividade. Ele parte pro gol, finalizou três vezes e guardou o seu. Lamento sua ausência do próximo jogo por questões contratuais.

Diones, monstrinho mudo. O cara é discreto, mas participa da marcação em várias frentes, esquerda, direita, meio, miolo de zaga. Tem sido muito útil também.

Fahel está indo bem. Esse eu tenho mais receio de elogiar até do que o goleiro. Mas é questão de justiça afirmar sua boa partida.

Marcone já gostava de soltar umas bombas mesmo em fora de época (Viáfara, ex-Vitória, que o diga). No São João ele não ia deixar barato né? Bonito gol, com direito a levantar a cabeça pra olhar antes de chutar e tudo. Temos uma evolução!

Titi foi firme, Paulo MIranda agradou muito, Avine foi bem até se machucar e Marcos não comprometeu.

Ricardinho entrou pra fazer o que mais sabe: tocar a bola, esfriar a partida... e deixar companheiros na cara do gol. Lançamento muito bonito para Lulinha e Jobson baterem par ou ímpar antes de decidirem quem ia finalizar.

Jóbson, sempre perigoso, mas foi fominha num lance em que Fahel estava livre.

Carlos Alberto não jogou o que se esperava dele mas é um cara que tem personalidade, chama o jogo pra si e participou bem do lance do primeiro gol, protegendo a bola, esperando a projeção de Marcone até passar-lhe a bola.

E René, querido, René!! Substituiu antes dos 30 minutos hein? Usou bem o banco que tem e ganhou mais uma fora. Mostrou que pode fazer o time se tornar bem competitivo.

O Atlético-PR mais uma vez exibiu sua dependência traçøeira de Paulo Baier. Ele é muito perigoso nas bolas paradas e dos seus pés saíram a maioria dos lances agudos do time. Mas é muito pouco. Madson até deu trabalho mas não acho que ele tenha bola para ser titular de um time como o do Atlético-PR. Muita coisa precisa mudar lá. Começaram pelo mais fácil, o treinador. Adílson mais uma vez caiu depois de um jogo em casa contra o René Simões. Já pode botar isso em cláusula contratual na próxima empreitada: "jogo contra time de René não vale". Ele emplacou (to falando do Adilson) 3 trabalhos muito ruins em apenas 11 meses. É bom dar um tempo para ver o que se passa. Corinthians, Santos e Atlético-PR não vão sentir saudades.

Acho que o Atlético não cai, mas precisa mudar muito o time antes disso virar uma convicção. Quanto ao Bahia, conseguiu vencer dois times que estavam em má fase, mas reafirmo que saber aproveitar a má fase de outras equipes é um mérito. Vamos ver agora, contra o Corinthians, que, sem pena, enfiou 5x0 no líder São Paulo. O Bahia terá desfalques importantes como Titi, Jobson, Lulinha e talvez Ávine. Vencer um jogo desses sem esses jogadores pode ser o que falta para a confiança chegar de vez. Abraço. E mais uma vez, viva a São Lomba! Solta a bomba pra comemorar Marcone....

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