Com Carlos Alberto o Bahia foi mais agressivo em campo. Nos dois sentidos. (foto:espn.com.br)
FLUMINENSE 0x1 BAHIA
5ª rodada Brasileirão
Se você está aí pensando que o lance crucial do jogo foi aos 47 do 2º tempo, no gol de Jobson, me permita discordar. Para mim, o jogo se decidiu com menos de 1 minuto. Souza (do Bahia) disputou uma bola, sentiu uma "fisgada" (esse termo é massa) e saiu de campo. Júnior entrou e deu ao Bahia um vigor (lá ele) muito maior no ataque. Com sua movimentação e disputa pela bola, ele fez o Bahia ganhar poder de recuperação de bola e deu gás para que o time mostrasse poder de fogo ao Fluminense, mesmo dentro do Engenhão.
Souza é um jogador muito fácil de ser marcado, é só não ser um zagueiro preguiçoso. E Jobson sozinho não faz 3 pontos.
Com Júnior e a sua já reconhecida disposição, o Bahia ganhou confiança em campo, algo que faltou em todos os jogos anteriores.
Os 3 volantes, como esperado, deram maior proteção para os zagueiros. À frente da zaga, espaços eram mais raros e Conca teve um carrapato designado, Marcone. Fahel colou em Fred, mas esse facilitou o trabalho do volante do Esquadrão. Diones foi discreto, mas útil, estando em vários lugares do gramado.
Carlos Alberto foi uma surpresa de René que deu certo. O cara sabe jogar, é mais dinâmico que Ricardinho. Se botar juízo naquela cabeça rasta pode fazer um grande campeonato. Se não botar, vai ser expulso com frequência. Nesse jogo deu sorte do primeiro tempo acabar, pois já tinha dado sinais de que estava afim de um chuveiro frio.
Avine quase matou a torcida de raiva ao prender uma bola de forma inexplicável durante um contra-ataque no meio do segundo tempo. Se recuperou no lance do gol com uma grande finta e passe preciso pra Jobson. No geral, acho que vem evoluindo de novo.
Lulinha continua me agradando. Entrou no segundo tempo e foi muito bem.
Marcos, vamos ser justos, fez sua parte no lance final da partida. Merece esse reconhecimento pela arrancada e passe (quase) preciso.
Jobson emocionou e emocionou-se. Fez o gol do primeiro triunfo do time no campeonato e cedeu às lagrimas ao lembrar do seu julgamento na Corte Arbitral do Esporte, dia 21.
René acertou com Carlos Alberto e deu sorte com Souza. Eu até gosto desse Mario Bros conversador, principalmente por ele sempre dar atenção ao lado humano da coisa. É um cara do bem. Só espero que ela tenha notado que o jogo foi ganho no começo e não no fim.
O Bahia mereceu vencer. Foi um time muito mais consistente, criou muitas chances. O Fluminense ajudou, por estar numa jornada bem melancólica, mas saber aproveitar isso é um mérito. O jogo contra o Atlético-PR vai ser mais complicado. Pode ser estreia de técnico no time de Curitiba. Fora que lá a bola alta prevalece como principal jogada e o Bahia ainda mostrou deficiências nesse tipo de lance.
Mas antes desse jogo, a torcida tem que cruzar os dedos pela absolvição de Jobson na Suiça. É fundamental até para manter o astral do grupo, que precisa de confiança pra mostrar seu potencial.
JOBSON ABSOLVED
Jobson se emocionou no final do jogo. Deu pra ver que ele já tirou uma lição em cima do seu erro. O problema dele foi social, não fez uso de drogas pra levar vantagem em campo. Espero que o bom senso prevaleça no julgamento do dia 21. Encontrar no esporte uma alternativa para fugir das drogas é um caminho que dá esperanças para quem não tem oportunidades. Jobson teve, quase jogou fora, mas parece que entendeu a besteira que fez. Tomara que não tirem dele o direito de se recuperar. Abraço.
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